ENTRE EM CONTACTO CONNOSCO
  • Grey Facebook Icon
  • Grey Instagram Ícone
  • Cinza ícone do YouTube
LOCALIZAÇÃO

(+351) 213 422 102 | 217 263 370

 

Estrada da Luz, 112-1º

1600 - 162 Lisboa

 

comunicacaoppcm@gmail.com 

S. Vicente de Paulo, o santo da Caridade, é o fundador da Congregação da Missão. Presentes em todo o mundo, estamos em Portugal desde 1717. Talvez nos conheça como Padres Vicentinos ou Padres da Missão.

SOBRE NÓS

© 2019 por Província Portuguesa da Congregação da Missão. 

S. VICENTE DE PAULO:

O SANTO DA CARIDADE

S. Vicente de Paulo: no rosto do pobre, o rosto de Deus

"Voltemos a nossa mente e o nosso coração para São Vicente de Paulo, homem de acção e de oração, de organização e de imaginação, de comando e de humildade, homem de ontem e de hoje. Que aquele camponês das Landes, convertido pela graça de Deus em génio da caridade, nos ajude a todos nós a pôr mais uma vez as mãos no arado - sem olhar para trás - para o único trabalho que importa, o anúncio da Boa Nova aos pobres..."

(João Paulo II)


Vicente de Paulo nasceu na cidade de Pouy, na França, a 24 de Abril de 1581. Filho de pobres camponeses, manifestou o desejo e gosto para o estudo. Entrou para o seminário e foi ordenado padre ainda muito novo, com apenas 19 anos de idade.

O início da sua vida sacerdotal foi marcado por muitas dificuldades e desacertos. Inicialmente, estava muito preocupado em ajudar a sua família e em conseguir alguma estabilidade financeira. Diante de uma série de fracassos, foi amadurecendo e, sobretudo a partir de 1612, lançou-se inteiramente no serviço aos pobres.

 

Em contacto com os camponeses, conheceu o estado de abandono religioso e a miséria em que viviam as populações do campo. Percebeu que os pobres tinham necessidades urgentes e que, para ser fiel a Cristo, era preciso servi-los. Começou, então, a pregar missões entre os pobres e a organizar diversas obras de caridade.

Passando a residir em Paris e enfrentando uma época de guerra, confusão política, de grandes problemas sociais e, também, de desorganização da Igreja, o padre Vicente de Paulo passou a dedicar-se inteiramente à evangelização e ao serviço dos pobres.

Para este fim, fundou a Congregação da Missão e a Companhia das Filhas da Caridade. De muitas maneiras e com criatividade, desenvolveu uma intensa acção caritativa e missionária, sempre contando com os padres e irmãos de sua Congregação, com as irmãs de Caridade e com muitos leigos generosos.

 

Entendia que o pobre é a imagem de Cristo desfigurado a quem devemos servir. E a Igreja deve estar ao seu serviço. Por isso, actuou na reforma da Igreja, sobretudo, na formação do clero e dos seminários.

Morreu em Paris, a 27 de Setembro de 1660. Foi beatificado a 13 de Agosto de 1729 e canonizado a 16 de Junho de 1737. A 2 de Maio de 1885, o Papa Leão XIII declarou S. Vicente de Paulo patrono de todas as obras de caridade que dele derivam ou nele se inspiraram.


Das Conferências de São Vicente de Paulo às Filhas da Caridade:

Não devemos considerar os pobres segundo o seu exterior, nem segundo o que aparece ao alcance do seu espírito, pois, geralmente, não têm nem o semblante nem o espírito de pessoas racionais, tão grosseiros e terrenos que são. Não obstante, virai a medalha e vereis, à luz da fé, que o Filho de Deus, que quis ser pobre, é representado por estes pobres; que, na sua paixão, ele quase não tinha aparência de um homem e que passava por louco aos olhos dos gentios e por pedra de escândalo para os judeus.

 

Com tudo isso, ele é o evangelizador dos pobres: “Enviou-me a anunciar a Boa Nova aos pobres”. Devemos revestir-nos desses sentimentos e fazer o que Cristo fez, isto é, cuidar dos pobres, para curá-los, consolá-los, socorrê-los e ampará-los.

 

O próprio Cristo quis nascer pobre, escolheu discípulos pobres, quis servir os pobres, colocar-se no lugar dos pobres, chegando a dizer que o bem ou mal que fizermos aos pobres os considerará como feitos a Si próprio: “Tudo o que fizerdes ao mais pequenino dos meus irmãos, é a mim que o fazeis!”

 

Se Deus ama assim os pobres, ama por consequência todo aquele e aquela que ama os pobres, sendo, desse modo, seus amigos e seus servos. Deste modo, temos razões para esperar que, pelo amor aos pobres, Deus nos ama também.​

 

Portanto, quando formos ver os pobres, esforcemo-nos por penetrar nos sentimentos deles, para sofrer com eles, para termos as mesmas disposições do grande Apóstolo, que dizia: “Fiz-me tudo para todos”.
Vicente de Paulo