Mulher com a Bíblia

REFLEXÃO DOMINICAL

XXV DOMINGO DO TEMPO COMUM - ANO A

“Olhar com os critérios de Deus”

Álvaro Cunha

Padre Vicentino

Estamos a iniciar um ano escolar, laboral e pastoral que a todos lança desafios novos. E cada dia vamos ser chamados a ter precauções redobradas por causa da situação pandémica em que vivemos. São muitas incertezas, apesar dos esforços que diariamente fazemos. Mas, apesar de tudo, temos de continuar a viver na normalidade possível. 

 

Neste contexto, a Palavra de Deus vem interpelar a nossa fé e convidar-nos a olhar mais além com confiança. São Paulo ajuda-nos a centrar a nossa vida em Cristo e dá uma verdadeira demonstração de que a sua vida está nas mãos de Deus. Se nós também pudéssemos dizer de todo coração que “o viver é Cristo e que o morrer é lucro”, só uma coisa nos importaria: “viver o Evangelho à maneira de Cristo”. A grande motivação da nossa vida de cristãos deve ser em função do Reino de Deus e o nosso caminhar uma busca permanente da Sua vontade. Estes tempos que vivemos podem ajudar-nos a proclamar que vivemos para Cristo e que nada nos separará do seu Amor.

 

Nesta constante busca de Deus, sabemos que é Ele quem nos chama a fazer parte do Seu Reino, da Sua Vinha. E hoje ouvimos no Evangelho a parábola dos operários da última hora. Alguém dizia que este evangelho parece “escandaloso”. O patrão sai a contratar trabalhadores. Sai de manhã cedo, às nove, ao meio-dia, às três, e ainda às cinco da tarde. Na hora do pagamento, começa pelos últimos, paga-lhes a diária completa; e depois, paga a mesma quantia aos que passaram o dia todo no serviço…. Será justo que alguém que trabalhou apenas uma hora possa ganhar tanto como o que trabalhou o dia inteiro, perguntam-se.

 

Jesus propõe uma parábola que nos diz que os pensamentos de Deus não estão em conformidade com os nossos critérios de medir as coisas e a vida. Já Isaías lembrava na primeira leitura: “os pensamentos do Senhor não são como os pensamentos dos homens”. Os operários da primeira hora revoltam-se num movimento de inveja. Mas o Senhor quer ser generoso, quer ser bom. Qual o impedimento? Deus não pensa como nós. Nós pensamos em economia material, Deus segue a economia da salvação. A sua graça é infinita; ninguém a merece totalmente. Nós facilmente achamos que os outros não fazem o suficiente para participar do Reino; não se comprometem, não se esforçam… Mas quem faz o suficiente? No Reino de Deus, não pode haver lugar para o ciúme. Aqueles que julgam possuir mais méritos do que os outros devem aprender que o Reino é dom gratuito.

 

Por meio desta parábola, entendemos que todas as pessoas são chamadas para trabalhar na vinha. Eis o apelo: “Ide vós também para minha vinha”, e também: “A messe é grande e os operários são poucos”. A todo o instante, de manhã, de tarde e à noite, somos chamados. Todos nós somos convocados para a missão. Alguns aceitam de imediato, outros não ouvem e não entendem o chamamento. Precisamos de fazer como o dono da vinha, chamar, chamar a todo instante. Não importa o horário, nunca é tarde para começar, na certeza de que cada um irá receber uma justa recompensa no entardecer da sua vida.

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