PPCM - MENSAGEM AOS PAROQUIANOS DA U. PASTORAL DE S. MAGOS

Equipa de Comunicação

04 de setembro 2021

A PPCM encerrou a sua missão pastoral paroquial na Diocese de Santarém com uma celebração de despedida. Deixamos, aqui, a mensagem do Pe. Nélio Pita, Provincial da PPCM

Exmo. e Reverendíssimo Senhor D. José Traquina, Bispo da nossa Diocese,
Senhor Padre Nélio Pita, Visitador da Província Portuguesa da Congregação da Missão,
Senhores Padres Vicentinos:

Uma saudação fraterna e amiga de todos os paroquianos da Unidade Pastoral de Salvaterra de Magos, daqueles que marcam presença nesta celebração festiva e daqueles que, por motivo de saúde e/ou idade avançada, nos acompanham em espírito e oração. Tornamos presentes nesta celebração os sacerdotes que serviram nesta Unidade Pastoral, mas que não podem estar connosco presencialmente.
Foi numa tarde de 31 de outubro de 1975 que o Senhor Padre Leónides Marinho e o Senhor Padre Adrião chegaram a Marinhais, a pedido do Senhor Padre José Diogo, para iniciarem uma espécie de estágio, antes de assumirem o compromisso de vir para junto das comunidades da Glória do Ribatejo e Marinhais, que se encontravam numa situação de quase abandono, após o 25 de abril.
Esse estágio durou até ao dia 2 de fevereiro de 1976, data em que os sacerdotes mencionados tomaram posse e se instalaram numa residência alugada em Marinhais. Foi uma lâmpada que se acendeu, depois de tanto tempo em que não se viu a luz ao fundo do túnel.
Vários foram os sacerdotes que por ali passaram. No dia 3 de outubro de 1981, após a saída do Senhor Padre Diogo, de Salvaterra de Magos, veio para a casa paroquial desta vila o Senhor Padre Nóbrega e a ele se juntaram o Senhor Padre Leitão e o Senhor Padre Reis, que residiam em Marinhais. Foi a primeira equipa a trabalhar nesta zona pastoral.
A equipa começou a servir toda a zona pastoral com empenhamento, entrega e dedicação. Várias foram as equipas sacerdotais que por aqui passaram, com maneiras de trabalhar diferentes, mas sempre animados pela chama da caridade, da humildade e da simplicidade que inflamou o coração de São Vicente de Paulo.
Encerra esse ciclo vicentino a equipa formada pelo Senhor Padre Fernando, o Senhor Padre José Alves e o Senhor Padre Mário, a quem queremos agradecer os serviços prestados numa época tão conturbada como a que estamos a viver.
Hoje, estamos num clima de festa, mas antevendo uma certa tristeza que se converte em saudade.
Manifestamos a nossa profunda gratidão pelo sim de todos os sacerdotes, mas sobretudo pelo sim dos sacerdotes vicentinos que, ao longo de quase 46 anos, foram os cireneus dos mais pobres, dos doentes, de todos aqueles que, sozinhos, não conseguiam caminhar sob o peso da cruz, numa palavra de todos os paroquianos desta vasta zona pastoral.
A sua bondade, a sua dedicação e a sua humildade foram sempre elo de ligação com todos aqueles que deles se abeiravam.
Muitos de nós vamos sentir saudades dos Padres Vicentinos. Sabemos que continuaremos unidos pela oração, pelos contactos que vamos fazendo. As nossas portas continuam abertas para vos receber com o mesmo carinho e amizade de sempre.
Continuaremos ligados através dos Colaboradores da Missão Vicentina, que vão continuar a servir a Missão através da oração, da ajuda económica e, quem sabe, com a participação de algum dos nossos leigos nas Missões Populares Vicentinas.
Para todos os que trabalham noutras paróquias, pedimos ao Senhor que continuem a ser o apoio de todos os que vos são confiados.
Finalmente, uma palavra para os que já partiram para junto do Pai e que continuam presentes nas nossas vidas:
Vimo-los partir com saudade,
após vida repartida
entre alegrias, dores, aceitação.
Deixaram-nos a bela herança
de permanente doação.
Uma certeza nos anima
que é bem a realidade:
o dom da fé, da esperança e da caridade
serão o elo que nos liga
para sempre na eternidade.
Nesta hora, pedimos ao Senhor, por intermédio de São Vicente de Paulo, que, nas nossas paróquias, as atividades apostólicas possam ser retomadas, sobretudo as que se relacionam com o serviço aos pobres.
Queremos continuar a descobrir no rosto dos pobres o caminho que conduz aos céus.