MISSÃO «ONLIFE»

O testemunho cristão não se faz com o bombardeio de mensagens religiosas, mas com a vontade de se doar aos outros «através da disponibilidade para se deixar envolver, pacientemente e com respeito, nas suas questões e nas suas dúvidas, no caminho de busca da verdade e do sentido da existência humana (Bento XVIMensagem para o XLVII Dia Mundial das Comunicações Sociais, 2013)

54º DIA MUNDIAL DAS COMUNICAÇÕES SOCIAIS: «“Para que possas contar e fixar na memória” (Ex 10, 2). A vida faz-se história»

A Igreja, especialmente a partir do Concílio Vaticano II, tem dedicado uma atenção muito especial ao tema da comunicação social. Tenhamos presente, por exemplo, que o Dia Mundial das Comunicações Sociais começa a ser preparado em Setembro com a apresentação do tema; depois, em Janeiro, o Papa publica a Mensagem para este dia que se irá celebrar alguns meses depois, no Domingo da Ascensão de Jesus (habitualmente em Maio).

 

Penso, pessoalmente, que este tempo de pandemia, entre as várias descobertas que fizemos (boas e menos boas), colocou-nos diante de uma evidência: estamos na sociedade da informação e o digital "veste" já o nosso quotidiano. A experiência do confinamento teve repercussões profundas nos hábitos da Igreja, ao ponto de termos sidos confrontados com novas questões: por um lado, o bombardeamento de informação e a dificuldade em acompanhar a sua velocidade e veracidade; por outro lado, a utilidade das plataformas digitais para continuarmos a manter a "relação" enquanto comunidade cristã. Como está a correr esta experiência? Como pensamos "encerrar" este tempo? Que avaliação faremos? Como iremos co-habitar entre físico e digital?

 

A resposta a estas perguntas não pode ser simples e ficar pela visão dualista tecnologia-pessoa, mas deve partir da certeza de que os "media somos nós". É a pessoa que está no centro e é no diálogo com as suas perguntas mais profundas que a Igreja é chamada a "pensar" as respostas pastorais neste tempo digital. Razão pela qual, não foi difícil usar os meios mas está a ser complexo incarnar a fé nesta sociedade.

Assim, diante das variadas reflexões que vão surgindo sobre este tema, nenhuma delas nos pode levar a prescindir de uma leitura atenta das Mensagens para o Dia Mundial das Comunicações Sociais: se pensarmos que, em 1984, João Paulo II afirmava que «comunicação, fé e cultura são 3 realidades entre as quais se estabelece uma relação da qual depende o futuro da nossa civilização»; ou, então, em Bento XVI quando nos alertava para os meios de comunicação social como parte integrante da questão antropológica,que nos colocam diante de um dos desafios cruciais do terceiro milénio... Podemos perceber porque é que o Papa Francisco nos convida a reflectir a partir das suas Mensagens na comunicação, onde o centro é a pessoa e não a tecnologia: cultura do encontro (2014), família (2015), misericórdia (2016), esperança (2017), verdade (2018), comunidade (2019) e memória (2020).

 

Em síntese, vejo no convite do Papa para este 54º Dia Mundial das Comunicações Sociais uma oportunidade para fazer da memória uma luz que ilumina a nova normalidade que iremos começar. E sobressai, desde já, uma certeza: a relação com o digital não pode ser concreta sem a passagem de um estilo de comunicação de púlpito para uma de mesa redonda. No fundo, de uma participação num tecido vivo, que revele o entrançado dos fios pelos quais estamos ligados uns aos outros (Papa Francisco, Mensagem para o Dia Mundial das Comunicações Sociais, 2020).

Pe. Pedro, CM

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